domingo, 24 de agosto de 2014

Rebelião e mortes em presídios do Paraná

Dois presos foram decapitados durante rebelião na Penitenciária Estadual de Cascavel, no oeste do Paraná, informou o Departamento Penitenciário do Paraná (Depen). Quatro presos estão feridos, sendo que três foram encaminhados para o hospital.
A rebelião teve início da manhã de hoje (24), com dois agentes penitenciários e seis presos feitos reféns. A Polícia Militar cercou o presídio e está negociando com participação de representantes do governo do estado e da Vara de Execução Penal.
Entre os presos mortos pode estar um ex-policial civil preso na delegacia de Cascavel, suspeito de furtar peças de veículos apreendidos e vender. De acordo com o Depen, o ex-policial estava entre os reféns, mas ainda não foi confirmado se ele foi um dos decapitados.
O Depen ainda está tentando descobrir o motivo da rebelião. Uma suspeita é briga entre facções, mas os presos também fazem reclamações sobre visitas, alimentação e relação com a direção do presídio.
De acordo com o Depen, o presídio foi depredado e houve queima de colchões, mas ainda não é possível avaliar a extensão dos estragos. Ainda segundo o Depen, o presídio tem capacidade para 1.182 presos e abriga 1.040.

Kelly Oliveira - Repórter da Agência Brasil


http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2014-08/dois-presos-sao-decapitados-em-rebeliao-em-presidio-do-parana

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Impressões sobre política e outros dados

Já esta nas ruas a campanha eleitoral para os cargos de Governador, Deputados Federais e deputados Estaduais.
Aqui em Sergipe, a disputa para o governo do estado aponta empate técnico entre os candidatos Jackson Barreto e o Senador Eduardo Amorin, ambos com 33% das intenções de votos do eleitorado sergipano. Comenta-se que um dos problemas para o empate técnico entre os candidatos ocorre  pela falta de habilidade política do atual governo no trato com os servidores públicos, o que vem gerando muita desconfiança no eleitor sergipano
E não apenas isso, mas principalmente porque ao se aproximar do fim de 08 anos PT/PMDB no governo, não houve avanços significativos na administração pública do Estado, fato que somente piorou com a convalescênça de Marcelo Deda,  O novo Governador e sua equipe de governo não foram capazes de debelar as crises administrativas estabelecidas, nem atender as demandas da sociedade.

SOBRE A SAÚDE PÚBLICA
O caos da saúde em Sergipe. Nos últimos  os governadores de Sergipe não deram a atenção necessária ao setor, o HUSE, praticamente único de urgência do estado vive superlotado e fazendo péssimo aconlhimento daqueles que precisam de atendimento, pacientes abandonados nos corredores, a falta de médicos e medicações, ausência de macas são alguns dos problemas vividos por quem busca atendimento naquela unidade.
No interior do Estado, os hospitais regionais sofrem com o abandono e agonizam tentando manter-se ativos, atendem precariamente e na maioria dos casos encaminha as pessoas do interior ao HUSE na capital, outros a exemplo do hospital de São Cristóvão, esta em obras a mais de 06 anos e nunca fica pronto para atender a comunidade local. Devemos lembrar que por muitos anos este hospital serviu de apoio para desafogar o HUSE, de onde recebia pacientes ali atendidos e necessitavam de internação.

NA EDUCAÇÃO
As escolas públicas mantidas pelo estado estão com as aulas atrasadas causando transtornos e insegurança aos alunos, muitos alunos estão a vários meses sem receber aulas de matérias como matemática e física, isso pra não falar das condições físicas das escolas que ha muito tempo estão sem condições de receber alunos mas continuam em funcionamento.
Para piorar a situação de alunos e professores, a falta de segurança tanto dentro das escolas quanto nas imediações expõem constantemente a risco tanto uns quanto outros, isso porque o governo com o objetivo de economizar na folha de pessoal, retirou das escolas os vigilantes que auxiliavam na segurança interna das escolas.

SEGURANÇA PÚBLICA
Segurança não foi prioridade nos últimos 08 anos deste governo, greves e mais greves na policia civil, e pasmem, até a policia militar se aventurou em movimento grevista, colocando nas frentes das manifestações as esposas dos militares, no chamado panelaço, pois são elas que sofrem com a falta de dinheiro no bolso dos esposos.
Como resultado da falta de investimento  na segurança  vimos crescer o número de roubos, homicídios e estupros.  Na tabela abaixo notamos que o índice de homicídios por 100.000 habitantes coloca Sergipe em 9º lucar como um dos estados mais perigosos para viver..
RANKING DO IBGE

Taxa de homicídios por 100 mil habitantes
UNIDADE DA FEDERAÇÃO
2007
2009
Bahia
26,0
37,0
Paraíba
23,6
33,5
Tocantins
16,5
22,4
Rio Grande do Norte
19,1
25,5
Pará
30,3
40,1
Rondônia
27,2
35,7
Santa Catarina
10,4
13,4
Amazonas
21,1
27,0
Sergipe
25,7
32,3
Goiás
26,0
32,0
Maranhão
18,0
22,0
Paraná
29,5
34,5
Distrito Federal
29,2
33,8
Acre
19,5
22,1
Amapá
27,0
30,3
Mato Grosso
30,5
33,3
Ceará
23,2
25,3
Espírito Santo
53,3
56,9
Rio Grande do Sul
19,8
20,5
São Paulo
15,4
15,8
Mato Grosso do Sul
30,4
30,7
Roraima
27,9
28,0
Alagoas
59,5
59,3
Piauí
12,4
12,2
Minas Gerais
20,9
18,7
Pernambuco
53,0
44,9
Rio de Janeiro
41,5
33,4

                                 Fonte: Sistema de Informações sobre Mortalidade (Ministério da Saúde)

Não podemos deixar de falar dos agentes penitenciários do Estado que após tentarem negociar com o governo desde 2010 e não obterem sucesso, deflagraram greve no mês de Junho, quando então a policia militar assumiu a administração e segurança dos presídios, mesmo assim não conseguiu impedir que ocorressem mais de 65 fugas de presos já condenados pela justiça.
Vale destacar que a falta de habilidades governamental para gerir situações que envolvem servidores públicos em Sergipe beira o absurdo, após a greve dos agentes penitenciários, o Governo de Sergipe solicitou a justiça a prisão de servidores grevistas e os está processando criminalmente pela participação em greve. Como se vê, em Sergipe o DIREITO de GREVE não contempla a todos, ao menos para este governo.

De sorte que muita gente prefere apostar em mudanças, que continuar com o atual modelo de administração que não agrada a ninguém.