quinta-feira, 3 de julho de 2014

O Presidio de Tobias Barreto e as Novas Fugas de Detentos

Setores da imprensa de Sergipe noticia que 12 detentos fugiram na madrugada de 02/07/14 do presidio de Tobias Barreto:
http://www.nenoticias.com.br/85128_12-fogem-do-presidio-de-tobias-barreto.html

Este fato me fez lembrar que durante o mês de junho o governador de Sergipe pediu a prisão de agentes prisionais que haviam faltado ao serviço, no mesmo dia em que ocorreram a fuga de 47 detentos e o presídio estava sob a guarda e responsabilidades da policia militar do estado.
Agora foi um pouco pior, do ponto de vista das responsabilidades, pois a fuga dos 12 detentos ocorreu numa madrugada que, além da presença de todos os agentes prisionais no plantão, o presidio continua guarnecido pela policia militar do estado e recebe o reforço da Guarda Nacional, mesmo assim as guaritas estavam desativadas, ou seja, nem a PM, nem a Força Nacional estavam nas guaritas.
A pergunta que não posso deixar de fazer e sei antecipadamente que ninguém terá coragem de responder é: Será que as autoridades responsáveis pela guarda do presídio nesta ocasião, terão pedidos de prisão protocolado pelo governo de Sergipe, como ocorreu com os agentes prisionais?
A resposta a essa pergunta parece obvia. NÃO
Ameaçar os guardas prisionais com prisão, serviu para afirmar que este governo não possui habilidades politicas para gerenciar impasses com os servidores, e esta falta de habilidades foi sentida por todas as categorias.
Com este desabafo, não estou cobrando do governo a mesma postura arbitraria que foi demonstrada contra os agentes prisionais, tão pouco que pedidos de prisão sejam protocolados pelo governador do estado contra as autoridades responsáveis pela guarda do presídio, pois entendo que se não há mão de obra suficiente para guarnecer o presídio a culpa certamente não é da autoridade policial mas governamental.
Que nos presídios de Sergipe não existem guardas suficientes para atender as necessidades básicas dos detentos, não é fato novo, pois o ultimo concurso para guardas prisionais ocorreu em 2002.
desde então a categoria apenas definhou, encolheu, e para não realizar o concurso público, o governo achou melhor investir na implantação das PPPs, que nada mais é que a parceria público privada na administração prisional.
Tema que abordaremos em outra matéria, muito em breve. aguardem.

O Pensador

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